sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sinais de alienação

De nada adianta se alistar numa ideologia filosófica ou religiosa, se isso só faz a pessoa seguir rituais e não se tornar um cidadão melhor. De nada adianta ser o melhor dos adeptos, se a vida fora da agremiação é uma negação dos princípios de civilidade, afeto e respeito aos demais seres humanos. Todos aqueles que se fanatizam por um movimento perdem a dimensão humana, delegando seu livre-arbítrio a algo que não tem certeza o que é que é. Não adianta eu ser o mestre dos mandamentos e preceitos, batendo no peito minha condição se isso não me aproxima dos meus semelhante e me impede de conviver com a Humanidade, principalmente com aqueles que me são mais próximos. Viver assim, é pura alienação.

sábado, 8 de janeiro de 2011

"Quid est veritas"?

"O que é a verdade"? Talvez uma das perguntas mais emblemáticas da história da humanidade, feita por Pilatos a Jesus. Nos textos evangélicos Jesus teria ficado calado ante a pergunta feita. Segundo a tradição, o galileu respondeu que a verdade é o que ela é. O benfeitor espiritual Emmanuel, mentor do falecido médium Francisco Cândido Xavier, afirmou que "a verdade é um espelho que se partiu em inúmeros pedaços sobre a terra", de modo que cada Ser tem sua própria verdade. Querer forçar a barra para que o outro aceite a minha verdade e tome como sua é algo inconveniente que lembra uma tentativa de cerceamento à liberdade individual, maior patrimônio da criatura que a torna única, identificando-a. Assim, há que se tomar cuidado com qualquer tipo de tendência ao fanatismo e radicalismo, mormente quando ninguém é dono da verdade e esse tipo de comportamento transforma em quem o detém em uma pessoa extremamente antipática. Assim, uma mente equilibrada aprende a conviver com as diferentes verdades, tirando sempre o melhor de tudo, pois mantém-se aberta ao aprendizado e evolução.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O melhor amigo do homem

Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem, embora a recíproca nem seja verdadeira. Mas ter um cachorrinho é uma grata alegria, pois nada há no mundo comparável ao balançar feliz da cauda de um cãozinho vindo ao nosso encontro. Nossa mais nova amiguinha é a Brigite, um pouco fashion, mas uma verdadeira representante da raça cocker spaniel, sempre alerta, frenética e inteligente, numa verdadeira parceria de amabilidade e doçura.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Caos urbano

Florianópolis, a capital dos catarinenses está um caos. Nunca vi tanta gente ao mesmo tempo nas ruas, nos shoppings, nos supermercados e nas padarias. Os engarrafamentos estão incríveis. Ir à praia, seja no Norte, Sul ou Leste está praticamente impossível, a não ser que se tenha muita paciência. O mesmo problema vale para ir ao aeroporto. Ninguém entende ninguém. As filas são intermináveis. Está faltando o básico, inclusive pão. Não sei porque essa euforia por Santa Catarina que simplesmente não tem estrutura para receber tanta gente. E os preços dispararam. O que vale poucos tostões ao longo do ano nessa época é uma pequena fortuna. Não sei como Florianópolis tinha a pretensão de ser uma das sedes para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil com estrutura tão pífia.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Feliz 2011

Mais um ano novo se inicia. Dessa vez 2011. A humanidade entende que uma nova etapa anual traz a possibilidade de recomeçar na eterna esteira do tempo, considerando-se o calendário terreno. Todavia, cada segundo que se nos apresenta é a chance de um novo recomeço, não de mudarmos o passado mas construirmos novos dias a partir de um comportamento renovado, eis que o livre-arbítrio nos está disponível a todo tempo, desde o instante que tratamos não apenas de reagir, mas agir, usando a faculdade da razão aliada ao sentimento, não sendo apenas meros seres emocionais, reféns de nossas mágoas e desapontamentos. Então, feliz ano novo e mãos à obra.

terça-feira, 6 de abril de 2010

O que realmente tem importância

A modernidade além de nos trazer maior conforto físico, tem servido por invigilância nossa a aumentar nossos problemas, criando necessidades que antes não tínhamos. Somos facilmente atingidos em nosso ego pelo bombardeamento de propagandas nos meios de comunicação que prometem-nos a felicidade ou vantagens se adquirirmos determinado produto, bem ou serviço.

Etiquetamos a felicidade e tarifamos a sua aquisição, condicionando-lhe a consecução a requisitos que normalmente estão fora de nós e longe do nosso controle. Tão acostumados a usar o controle remoto entregamos nossa vida e o comando dela a circunstâncias fora do nosso alcance, esquecendo-nos que cedo ou tarde, poderemos estar pagando um preço muito alto pela indolência cometida.

O que realmente precisamos para viver bem é muito pouco. O essencial pode nos fazer felizes se não quisermos ostentar ilusões, a vaidade, o orgulho e a ganância. Basta não darmos ouvidos à cobiça e não fazermos nosso coração virar escravo dos nossos olhos.

Nossa autoestima é muito mais importante que um objeto. O amor ao próximo, estar de bem conosco mesmos e com os entes queridos são fatores que estão sob os nossos auspícios. Ter um teto, o que vestir, o que se alimentar, um emprego digno, mesmo que humilde, instrução e acesso à saúde, até que sob a tutela pública, não são situações impossíveis de se conseguir, pelo contrário, são fáceis, contanto que nos esforcemos para tal. Mesmo que não tenhamos um meio de transporte, desde que tenhamos saúde suficiente, podemos caminhar ou até usar bicicleta ou condução pública.

O que não deveria ter importância e jamais ser motivo de ansiedade é o supérfluo, pois sabemos que apesar de podermos acumular as mais variadas posses, nada levaremos conosco quando nossos olhos físicos cerrarem-se para o mundo, por mais pretensiosos que sejam o nosso orgulho e a nossa vaidade.

Nossos bens terão destinatário nos herdeiros e se esses não se apresentarem o Estado fará a sua parte.

Quando exalarmos nosso último suspiro descobriremos que os únicos pertences que nos acompanharão serão o bem que tivermos feito, os sorrisos que sorrimos e o amor que tivermos espalhado e cultivado em nosso coração. O stress com que cotamos nossa ambição desenfreada dará a certeza de tempo perdido, na condição de miragem que nos ofuscou a chance de sermos felizes com o que tínhamos.